Bullet journal: o que é e por que eu decidi fazer um

Bullet journal. Essas duas palavrinhas vivem aparecendo nas nossas redes sociais. O Instagram está tomado. O Pinterest está lotado. E você continua achando que é um caderno caprichado e complexo demais para ter. Ou que você não tem tempo para isso – como pode um método de organização ser assim, todo cheio de detalhes e frufrus?

Pode parar por aí.

Comecemos do início – o que é um bullet journal, afinal de contas? Explico: é sim um método de organização, criado pelo designer americano Ryder Carroll. Sabe quando você anota uma coisa em um papel, para não esquecer? E no final você fica com o computador cheio de post-its, um monte de papeis na bolsa e dezenas de caderninhos para organizar o trabalho, a escola, as coisas de casa? E além disso tudo você ainda gostaria de fazer um diário?!

Imagem: Buzzfeed

Acabou o problema, pois o bullet journal é tudo isso. Ele é lista de tarefas, agenda, caderno de anotações e inspirações e ainda pode ser um diário. E ainda fazer mais um monte de outras coisas. Como diz o próprio Carroll, ele permite que você veja seu passado, organize seu presente e planeje seu futuro. Já deu para perceber o quanto eu sou fã do método, né?

Sou fã porque já uso há quase dois anos e posso afirmar que mudou minha vida. Quando ouvi essas duas palavrinhas mágicas (bullet journal!), perdi um dia inteiro (ou será que ganhei?) vendo vídeos e lendo sobre o método. Era perfeito. E olha que eu sou organizada, viu? Sempre usei agendas e se eu não anoto uma tarefa ou compromisso, as chances de esquecer em segundos são bem grandes…

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Quer fazer o seu? Garanto que é simples! E, o melhor de tudo, o bullet journal é um método personalizado de organização. Ou seja, não existe jeito certo ou errado; existe o seu jeito de fazer. Mas o que define um bujo (como é carinhosamente chamado) são os seguintes itens:

  1. Legendas: use símbolos para diferenciar tarefas, compromissos e outras coisas que você anota ao longo do dia. No meu faço dessa forma:

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  1. Índice: para não virar mais um caderno sem sentido, o bullet journal tem que ter um índice, onde você registra em qual página está cada conteúdo. E antes que você queira me matar com “mas eu vou ter que numerar TODAS as páginas do meu caderno?!”, calma. Eu numero as minhas de duas em duas, conforme vou escrevendo. Sem crise, sem drama, só organização mesmo.

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  1. Logs: essas são as páginas que vão organizar os seus compromissos daqui para frente. Aqui temos outra coisa muito legal do bujo: você pode começar o seu quando quiser! Sim! Não precisa esperar virar o mês, o ano ou a semana. Meu primeiro bujo começou na metade de um mês de novembro. Já tive outros que começaram na última semana de um mês. Seu ponto de partida pode ser qualquer dia – como hoje, por exemplo.

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Você pode fazer logs anuais, mensais e semanais; vai do que melhor funciona para você. Como eu uso mais de um caderno por ano, sempre faço o log mensal, mas nunca fiz o anual, pois fácil, fácil ele ficará lá, em outro caderno que eu não estou usando. Tem gente que sempre copia o log anual quando faz um novo caderno, o que também é uma possibilidade. Personalizado! Do seu jeito é o melhor jeito, sempre!

  1. Daily logs: essa vai ser a sua agenda mesmo, as suas listas de tarefas diárias. Organize compromissos, eventos e to do’s de acordo com a legenda que você definiu no começo.

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Se tem isso é bullet journal. Simples assim.

Agora, se você foi “impactada” por imagens belíssimas de bujos pela internet (como eu também fui), saiba que, antes de bonito, seu bujo precisa ser funcional. Lembra do Ryder Carroll, o cara que inventou isso tudo? Olha como é o bullet journal dele:

Sim! Preto no branco, super simples. Se você quiser encher o seu de cores, fique super a vontade, mas que fique claro que não precisa ser lindo para ser bullet journal. Precisa ser prático.

No meu outro blog, o Travel Storytellers, fiz um vídeo mostrando como montei o meu último caderno. Agora ele já está acabando, então logo terei que montar um novo – quem vem comigo?

Tem dúvidas sobre bullet journal? Nos próximos posts continuarei falando sobre o método, então fique ligado e curta as redes sociais do AT para não perder nada. Ah, e deixe suas questões nos comentários, porque assim eu priorizo o que te deixa ainda mais de cabelo em pé. Bom planejamento!

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O tal rosa millennial

Você já deve ter ouvido falar nesse novo tom de rosa.

Novo? Talvez nem tanto assim…

Foto: Kelly Solcia/Pinterest

O rosa millennial é a cor do momento. Mas não seria ele o já conhecido rosa bebê? Ou uma versão mais clara do rosa chiclete? Há quem chame a cor apenas de blush – e a sua necessárie já devia contar com um exemplar desse rosa há alguns anos.

A moda é um grande ciclo, já falei isso aqui várias vezes. Algumas modas vão, algumas modas voltam. Podem voltar disfarçadas de novas, mas são nossas velhas conhecidas.

Se isso é um problema? Claro que não! Quando uma moda volta, como é o caso do rosa, significa que ela se estabeleceu. Está a um passo de se tornar um clássico. Ao longo dos anos, o rosa já se tornou até unissex; é uma cor que realmente merecia ser elevada ao patamar de eternos.

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Vale dar aquela refrescada na memória e lembrar que o ano de 2016 também foi marcado por um rosa, o quartz, mais metalizado (alô, Apple!). Quem diria que o rosa voltaria tão rápido: Mas agora é a vez do millennial, o nosso bebê.

Até a Lady Gaga (ÓBVIO que eu ia falar sobre ela) se jogou no rosa millennial na sua fase Joanne!

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Se você curte a cor e quer apostar nessa tendência, vale de tudo, dependendo do seu nível de ousadia e pink power. Acessórios no tom, como chockers e sapatos, são uma excelente porta de entrada. Uma peça na cor combinada com outras em tons mais neutros, como preto, branco e cinza, também vai super bem. Mas se você é uma Pink Lady dos anos 2000, se joga! O look completo também é possível e permitido. Afinal, a vida em tons de rosa é sempre mais leve.

Foto: ShopStyle/Pinterest

Dia do Blog

Hoje, 31 de agosto, se comemora o Dia do Blog. Criei o meu primeiro blog lá no longínquo 2003, na época da internet discada e quando tudo isso aqui ainda era mato. Não vingou muito; era mais uma adolescente dando indiretas e compartilhando sem compartilhar de verdade seus segredos. Tinha um nível de mensagens subliminares de impressionar Taylor Swift.

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Quando entrei na faculdade, em 2007 (Senhor, 10 anos atrás), criei outros dois blogs, esses sim melhor divulgados, melhor elaborados e que sobrevivem até hoje, por razões de “esqueci minha senha do Blogspot”. Ainda bem, pois quando quiser me reencontrar com a Carol jovem-adulta eles estarão lá, esperando por mim. O Minha Penna tem quase toda a minha criação em poesias; o Cronnicas de Carol tem textos sobre assuntos diversos.

Depois, em 2011, tirei do papel a ideia de ter um blog sobre moda. Nasceu então o Além das Tendências, que, apesar de ter sido atualizado uma única vez neste ano continua com sua média de acessos bem alta, graças aos posts antigos. Foram anos de dedicação a ele, pensando em novos conteúdos, lendo até papel de chiclete pra ver se encontrava uma pauta bacana e escrevendo, escrevendo, escrevendo.

O filho mais novo dessa prole é o Travel Storytellers, sobre viagens e passeios, que tenho a honra de dividir com o Leo. Olha, foi o único blog que fiz em parceria com alguém que durou mais do que seis meses. E como eu gosto de fazê-lo! Contar histórias de viagem é fazer com que elas durem para sempre, e compartilhá-las com as pessoas é bom demais. Sinto como se estivesse prestando um serviço mesmo.

Aí você, bravo guerreiro que leu todo esse momento remember, me pergunta: e daí? Ou: em 14 anos (gente, socorro! Como o tempo passa!) teve comunidade no Orkut, grupos no Facebook e WhatsApp, perfis no Instagram e no Pinterest, canais no YouTube, todo mundo bombando, e você insiste em escrever? Insiste em ter um blog? É, eu insisto.

Continuo acreditando no poder do texto – que, claro, ganha ainda mais força unido às fotos, ilustrações, vídeos e o que mais tiver de vir. Mas acredito no blog. Muitas ideias não cabem em um post nas redes sociais; eles são um convite para pensarmos mais, nos aprofundarmos. Para ler. Quantas coisas você não lê ao longo de um dia inteiro? Notícias, legendas de vídeos porque você não quer ou não pode ligar o som, mensagens dos amigos, uma placa de trânsito. Leia também um blog – você não vai se arrepender.