Carnaval: as fantasias mais caras da avenida

O Carnaval está acabando, mas o Além das Tendências ainda não saiu da passarela do samba! E hoje vamos ter o nosso momento “Mulheres Ricas” aqui no querido blog. Várias musas de todas as agremiações desfilaram fantasias glamurosas, e agora vamos falar em detalhes sobre as fantasias mais caras do Carnaval.

Em São Paulo, o Prêmio Narcisa Tamborindeguy de Fantasia Mais Cara vai para…Andreia Andrade. A rainha de bateria da Império de Casa Verde entrou no Sambódromo do Anhembi com um traje que reunia 1,7 mil penas de faisões pretas e mais de 10 mil cristais Swarovski, além de ser toda bordada com pedrarias. Resumo da conta = R$ 65 mil

Mas, claro, não podia faltar discussão. E o foco foi justamente a colega de reality show de Narcisa: Val Marchiori. A loira, que desfilou pela Unidos de Vila Maria, reivindica o posto de dona da fantasia mais cara do Carnaval. Seu traje era  folheado a ouro, com aplicações de strass e diamantes e é composta por mais de 15 mil pedras preciosas. Resumo da conta = R$ 100 mil

Em 2011, quem ganhou o nosso Prêmio Narcisa Tamborindeguy de Fantasia Mais Cara foi Caroline Bittencourt. A apresentadora, que foi rainha de bateria da escola de samba Unidos do Peruche, usou uma fantasia com 700 penas de faisão albino, 3 mil cristais Swarovski e era toda banhada a ouro. Resumo da conta = R$ 105 mil

(e a escola ainda caiu para o Grupo de Acesso…triste…)

Gostaram do episódio “Mulheres Ricas” do Além das Tendências? Se sim, avisem que eu faço mais 🙂 rsrs

Agora quero reservar um momento aqui para deixar bem registrada toda a minha indignação em relação ao que aconteceu na apuração dos desfiles das escolas de samba aqui em São Paulo. O episódio simplesmente acaba com a imagem que ainda tentamos construir de que o Carnaval é uma festa alegre e contagiante. O Carnaval, assim como outros eventos, já perdeu a sua base em muitos lugares: ninguém sai mais para se divertir, mas para beber e, em alguns casos mais graves, arranjar confusão. Por muitos anos eu fugi do Carnaval: ia para retiros onde nem celular pegava. Hoje, jornalista, não tenho como fugir desta festa, que no fundo do meu coração eu nunca esqueci. Tenho samba no pé, me emociono com enredos, gosto de ver desfiles (quando não estou com sono rs) e, quando assisto uma cena como a que vi ontem, fico pior do que revoltada: fico triste, de ver uma tradição cultural ser reduzida a possíveis maracutaias, raiva e um coquetel molotov.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s