Dia do Blog

Hoje, 31 de agosto, se comemora o Dia do Blog. Criei o meu primeiro blog lá no longínquo 2003, na época da internet discada e quando tudo isso aqui ainda era mato. Não vingou muito; era mais uma adolescente dando indiretas e compartilhando sem compartilhar de verdade seus segredos. Tinha um nível de mensagens subliminares de impressionar Taylor Swift.

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Quando entrei na faculdade, em 2007 (Senhor, 10 anos atrás), criei outros dois blogs, esses sim melhor divulgados, melhor elaborados e que sobrevivem até hoje, por razões de “esqueci minha senha do Blogspot”. Ainda bem, pois quando quiser me reencontrar com a Carol jovem-adulta eles estarão lá, esperando por mim. O Minha Penna tem quase toda a minha criação em poesias; o Cronnicas de Carol tem textos sobre assuntos diversos.

Depois, em 2011, tirei do papel a ideia de ter um blog sobre moda. Nasceu então o Além das Tendências, que, apesar de ter sido atualizado uma única vez neste ano continua com sua média de acessos bem alta, graças aos posts antigos. Foram anos de dedicação a ele, pensando em novos conteúdos, lendo até papel de chiclete pra ver se encontrava uma pauta bacana e escrevendo, escrevendo, escrevendo.

O filho mais novo dessa prole é o Travel Storytellers, sobre viagens e passeios, que tenho a honra de dividir com o Leo. Olha, foi o único blog que fiz em parceria com alguém que durou mais do que seis meses. E como eu gosto de fazê-lo! Contar histórias de viagem é fazer com que elas durem para sempre, e compartilhá-las com as pessoas é bom demais. Sinto como se estivesse prestando um serviço mesmo.

Aí você, bravo guerreiro que leu todo esse momento remember, me pergunta: e daí? Ou: em 14 anos (gente, socorro! Como o tempo passa!) teve comunidade no Orkut, grupos no Facebook e WhatsApp, perfis no Instagram e no Pinterest, canais no YouTube, todo mundo bombando, e você insiste em escrever? Insiste em ter um blog? É, eu insisto.

Continuo acreditando no poder do texto – que, claro, ganha ainda mais força unido às fotos, ilustrações, vídeos e o que mais tiver de vir. Mas acredito no blog. Muitas ideias não cabem em um post nas redes sociais; eles são um convite para pensarmos mais, nos aprofundarmos. Para ler. Quantas coisas você não lê ao longo de um dia inteiro? Notícias, legendas de vídeos porque você não quer ou não pode ligar o som, mensagens dos amigos, uma placa de trânsito. Leia também um blog – você não vai se arrepender.

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Sobre novas oportunidades

Escrever coloca as ideias no lugar. Ler traz novas ideias sem sair do lugar.

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Fiquei quase um ano sem aparecer por aqui pois 2016 foi um ano de novas escritas, leituras e lugares. Também pensei muito se deveria voltar a postar aqui no AT; foi uma das minhas resoluções de ano novo, repensar o blog. No entanto, duas coisas que aconteceram nos últimos dias me fizeram pensar em voltar por aqui.

A primeira foram os comentários de duas pessoas que eu gosto muito dizendo que eu deveria voltar a escrever sobre moda, livros e os outros tantos temas que vão “além das tendências”. A segunda foi uma mensagem sobre aproveitar oportunidades.

Muitas vezes perdemos oportunidades, grandes e pequenas. A oportunidade de sorrir. De dividir conhecimento, ou de aprender algo novo. A oportunidade de escrever sobre os assuntos que gostamos. Pois quando escrevemos sobre o que gostamos, as pessoas se identificam e leem. Isso é aproveitar a oportunidade que a internet nos dá: começar conversas com várias pessoas ao mesmo tempo.

Bora colocar o papo em dia?

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Nesse ano comecei um blog novo, o Travel Storytellers, cheinho de dicas de viagens e passeios. Passa lá e já vai se atualizando do que eu fiz no ano que passou.

Novas Barbies, mesmo sonho

Uma das notícias da semana que passou foi o anúncio dos novos modelos de Barbie. A Mattel, que amarga queda na venda das bonecas, decidiu mais uma vez se renovar e lançar a boneca em três tamanhos: alta, curvilínea e pequena. Ela também vem em diferentes etnias, da clássica loira à oriental, passando por negra, com cabelo azul e por aí vai…

 

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A estratégia para alavancar as vendas tem tudo a ver com a ideia que a Barbie prega desde sua primeira boneca, lá na década de 1950: que você pode ser o que quiser. Muita gente levantou bandeiras de que a Barbie pregava o culto à beleza irreal e ao consumismo. Não tiro a razão de ninguém, afinal as pessoas tem motivos para achar isso, mas sou uma grande defensora do caráter sonhador da Barbie. Ela era o meu brinquedo favorito na infância (já contei essa história aqui. Se você não lembra ou não viu, é só clicar) e eu ainda mantenho duas bonecas no meu quarto. Assisti a Barbie ir para o espaço em Barbie e Os Roqueiros centenas de vezes.

 

Sobre ser fã de Barbie no começo dos anos 1990, com um pé nos 1980; essa música vai ficar na sua cabeça, já aviso

A Barbie de fato permitia que fosse você quem você quisesse ser. Essa foi a ideia original de Ruth Handler, criadora da boneca e uma das fundadoras da Mattel, em uma época em que só existiam bonecas bebê, afinal mulher nascia para ser mãe, cuidar da casa e ponto final. As bonecas adultas foram um escândalo na época (“que mãe compraria uma boneca com seios?!”), mas também um grande sucesso: agora as meninas podiam sonhar em ser mães (quem lembra da Barbie grávida?), mas também em ter uma profissão.

O problema é que, quando a gente cresce, muitas vezes esquecemos de que realmente podemos ser o que quisermos. Afinal, é mais fácil criar uma história para uma boneca do que ter coragem para criar a sua própria história. Com a renovação, a Barbie mais uma vez enfatiza que qualquer pessoa pode seguir o seu sonho. Basta não ter medo de mudar.

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Não sei vocês, mas a minha Barbie sempre teve a minha cara… Ok, eu tive Barbies loiras também

P.S.: vocês já seguem a Barbie no Instagram? Façam isso, por favor