Coloque sua Grande Magia para trabalhar!

Terminei meu primeiro livro do ano! 😀

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O escolhido foi Grande Magia, de Elizabeth Gilbert. Você a conhece, a autora do best seller Comer, Rezar, Amar (que, por acaso, eu não li até hoje e agora fiquei com vontade). Enfim, tenha você lido ou não este ou outros livros de Elizabeth Gilbert, recomendo que você pare e leia Grande Magia.

A autora vê a criatividade como essa mágica, que pode acontecer quando menos se espera e transformar sua vida. Não estamos falando de inspiração: para Liz Gilbert, a criatividade é resultado de busca, trabalho e dedicação. Você não vai fazer nada artisticamente incrível se ficar sentado esperando por uma boa ideia; são as boas ideias que vão te encontrar se você estiver se preparando para elas.

Outra coisa: não cobre que sua criatividade te sustente. Seu sonho pode ser escrever um romance, dançar em um grande grupo, ser um músico clássico, não importa – não force sua criatividade a te sustentar. Tudo fica mais complicado de acontecer quando se envolve dinheiro. Dedique seu tempo livre a ela e mantenha seu emprego; pode ser que um dia sua arte seja seu emprego em tempo integral, pode ser que não. E tudo bem. O importante é que você não desista dela.

Enquanto apresenta suas ideias, Liz pontua a narrativa do livro com histórias que aconteceram com ela ou que aprendeu. Uma delas é sobre um livro chamado A Vida e As Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, escrito por Laurence Sterne. O tal cavalheiro tratava o bloqueio criativo com elegância: quando não conseguia produzir nada, vestia-se da melhor maneira e voltava ao trabalho. Já parou para pensar no quanto estar arrumado ou não faz com que você produza mais?

Bom, eu já. E concordo totalmente com Liz, ou melhor, com Tristram.

Minha profissão, entre outras atribuições, pede que eu escreva. O que pra mim é ótimo, afinal o que eu sempre quis fazer foi escrever. Só que nem sempre essa é uma tarefa fácil, e percebo que se estou com preguiça de me vestir acabo também com preguiça de escrever. Percebi isso com mais clareza durante os meses que passei em casa dedicada ao #projetomonografia. Trabalhar de casa parece um sonho para muita gente; “posso trabalhar de pijama”, pensam. Eu não produzo de pijama. Preciso trocar de roupa e passar um batom, no mínimo. Ou isso ou a Grande Magia não dá as caras. Acho que ela se assusta…

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Então levante, arrume-se e vá trabalhar sua criatividade! Ou vá ler o livro da Elizabeth Gilbert e depois me contar o que achou, combinado?

Dia das Mães: os meus livros, os livros dela

Neste Dia das Mães (que foi ontem, mas tudo bem) decidi fazer algo diferente… Depois de me recuperar dos pratos de feijoada e copos de sorvete absorvidos ontem, enquanto minha mãe pintava as unhas, resolvi perguntar para ela quais eram seus cinco livros favoritos.

Descobri que não tinha lido nenhum deles, o que é uma vergonha. No entanto, percebi algumas relações nos gostos literários dela e meu. E é isso que eu vim contar hoje para vocês, mas só vou falar de três deles #mistérios haha

Minha mãe leu A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon: na verdade dona Sandra leu vários livros do Sidney Sheldon, mas escolheu esse como seu favorito. A Ira dos Anjos conta a história de Jennifer Baker, filha de um advogado do interior, que realiza o sonho de sua vida ao ingressar na Promotoria Distrital de Manhattan, em Nova York, disposta a lutar por justiça. No entanto, seus planos vão por água abaixo e sua vida sofre uma inesperada reviravolta, correndo até o risco de ser presa. Sem falar, claro, nas questões amorosas: seu coração está dividido entre dois homens.

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Eu li O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding: além de também estar com o coração dividido, Bridget também é cheia de inseguranças, como Jennifer. Além disso, minha mãe sempre disse que gostaria de ter cursado Direito e ter se tornado advogada; Bridget acabou se tornando jornalista de TV e eu também (mas sem a parte de descer pelo cano do corpo de bombeiros, pelo amor de Deus!).

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Minha mãe leu Menino de Engenho, de José Lins do Rego: Carlinhos acorda em uma manhã com um grande barulho em sua casa. Ele encontra sua mãe largada sobre o chão coberta de sangue e seu pai como um louco a chorar sobre ela. Tenta se aproximar da mãe morta, mas o tumulto de empregados e a chegada dos policiais que fecharam o quarto pondo todos pra fora o impede. Assim começa o famoso romance de Lins do Rego, um clássico da nossa literatura moderna sobre a época de ouro dos engenhos de açúcar na região Nordeste e o momento imediatamente após o fim da escravidão.

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Eu li Vidas Secas, de Graciliano Ramos: aqui a história começa com Fabiano e Sinhá Vitória caminhando pelo agreste nordestino em busca de abrigo e trabalho. São acompanhados pelos filhos (chamados apenas de Menino Mais Velho e Menino Mais Novo) e da cachorrinha Baleia. Esse outro clássico nacional se passa durante a Era Vargas, pouco mais de 50 anos depois do momento histórico de Menino de Engenho.

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Minha mãe leu Nunca Desista dos Seus Sonhos, de Augusto Cury: o autor mostra neste livro que os sonhos são como uma bússola, indicando os caminhos que seguiremos e as metas que queremos alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer. Para comprovar isso, Augusto Cury analisa a trajetória vitoriosa de grandes sonhadores, como Jesus Cristo e Martin Luther King,

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Eu li A Menina do Vale, de Bel Pesce: já falei aqui antes sobre o livro da Bel Pesce (se você não viu, clica aqui) e se tem uma coisa que ela acredita é no poder dos sonhos, além de ser prova viva da força que eles tem. Desde seu ingresso no MIT até a abertura de sua própria empresa, a Fazinova (essa história ela conta do A Menina do Vale 2), Bel sempre soube que não se conquista nada sem sonhar antes.

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Feliz dia daquela que me ensinou a não ter medo de sonhar e saber que é possível mudar o mundo em que vivemos, desde que a mudança comece por nós! ❤

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Mãe, precisamos tirar fotos novas tá bom? Então tá bom…

Dois livros na mochila, um livro com lápis de cor em casa

Que eu não saio de casa sem um livro na bolsa vocês já sabem. Só que nesta semana eu saí de casa carregando dois na mochila, além de ter um outro me esperando em casa.

Comecei a ler Cozinhar, do Michael Pollan (Ed. Intrínseca), há menos de um mês. É um livro que eu queria ler há quase um ano, adquirido na última Bienal do Livro de São Paulo. Pollan vai em busca das origens do hábito de cozinhar, mostrando que é ele que nos diferencia dos outros animais. O livro é dividido de acordo com os quatro elementos (fogo, água, ar e terra), relacionando cada um deles com um processo culinário: o churrasco, os cozidos, a panificação e a fermentação.

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“Ah, mas quem não gosta ou não sabe cozinhar não vai gostar desse livro”, você pode pensar. O livro é ótimo, diz a pessoa que não sabe fritar um ovo. É uma grande reportagem, super bem escrita. Sabe quando eu falo que a moda é uma maneira de expressão social? Pollan aplica isso à comida e faz todo o sentido.

Além do Cozinhar eu comecei a ler outro livro pelo caminho. Foi em uma noite esperando um amigo chegar para o jantar que resolvi passear na livraria e folhear um exemplar de Um Brinde A Isso (Ed. Intrínseca). Quando me dei conta, estava na página 60 da biografia de Betty Halbreich, lendária personal shopper da loja Bergdorf Goodman, loja localizada no ponto mais elegante da Quinta Avenida em Nova York,

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Há quem considere que Betty não passa de uma menina rica que deu certo na vida. Ela mesma é a primeira a acreditar nisso, quando descreve seu caminho até o primeiro dia de trabalho na gigante do luxo. Betty sempre se vestiu bem e teve acesso a boas roupas, mesmo que não fossem a última moda. Só que também foi uma mãe ausente, teve um casamento infeliz e foi parar em uma clínica psiquiátrica antes de ousar pisar com seus sapatos de salto no chão de mármore da Bergdorf. É uma história de superação com boas doses de humor, já que Betty é famosa por sua sinceridade sem limites.

O último livro que fez minha semana foi o Floresta Encantada (Ed. Sextante), da Johanna Basford. Sim, eu também me rendi a onda dos livros de colorir para adultos.

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Johanna é uma ilustradora escocesa que já vendeu mais de um milhão de exemplares do seu primeiro livro, Jardim Secreto. Floresta Encantada é o segundo livro dela e eu estou apaixonada. Chegar em casa depois de um dia de trabalho e pegar o porta-lápis repleto de cores é realmente relaxante. Fora o orgulho que dá ver um desenho pronto. Sim, você sabe que não é uma obra inteiramente sua, mas dá orgulho.

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Eu pintei esse de baixo… Jardim Secreto é da minha mãe rs

Achei que minha cabeça fosse ficar confusa ao ler dois livros ao mesmo tempo, mas até que não. O problema maior foi controlar as ansiedades em relação a cada um deles, querer saber como eles continuam e ter que decidir qual ler na volta para casa. Agora que o Cozinhar acabou poderia focar em Um Brinde A Tudo, mas já estou aqui pensando em outro para ler combinado com ele…

E você, qual livro vai ler nesse feriado? Comente!