Dicas de moda que aprendi com São Paulo

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Sempre leve um cardigã na bolsa, esteja frio ou calor (você nunca sabe o que esperar do ar condicionado).

Também sempre leve guarda-chuva. O modelo ideal é pequeno, que caiba na sua bolsa.

As sacolinhas plásticas estão cada vez mais raras, o que é bom para o planeta, claro. Quando se deparar com uma, dobre-a e guarde dentro da bolsa; ela servirá para manter seu guarda-chuva molhado longe das outras coisas.

Se você precisa (ou ama) trabalhar de salto alto, também leve-o na bolsa – dirija ou pegue o transporte coletivo com sapatos confortáveis.

Para muitas pessoas São Paulo é uma cidade cinza. Seja você mesmo o ponto de cor nessa cidade, fugindo de vez em quando dos tons neutros.

Se você precisa fazer compras e está com pressa (típico), São Paulo tem dezenas de shoppings a sua disposição. Se está sem pressa e quer economizar dinheiro, duas palavras: José Paulino (mas para economizar tem que ir às lojas certas, viu? Pode sair no mesmo preço de shopping se você não pesquisar.)

São Paulo me ensinou a usar vestidos versáteis, aqueles que funcionam no verão e no inverno. Basta colocar uma meia-calça opaca.

Realmente tenha cuidado com o vão entre o trem e a plataforma quando estiver usando sapatos que não são presos ao pé (ouça a voz da experiência aqui).

Complemente seus looks com acessórios comprados na rua Augusta, na Teodoro Sampaio ou na Liberdade.

Use looks que se adaptem às diversas atividades que essa cidade proporciona: do curso ao trabalho, do trabalho à academia, da academia ao barzinho, do barzinho à balada…

Inspire-se nos estilistas paulistas: na rebeldia de Alexandre Herchcovitch, na modernidade de Gloria Coelho (ela nasceu em Minas Gerais, mas se estabeleceu por aqui), na elegância de Reinaldo Lourenço (de Prudente para a capital paulista), na criatividade de Fause Haten… No fim das contas, rebeldia, modernidade, elegância e criatividade são as características da própria São Paulo. Feliz aniversário! 

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Aquela dica de moda que você não pediu…

…mas alguém deu. De graça. E te ofendeu, te chateou, te irritou. Você não é a única.

Nos Estados Unidos está rolando o movimento #ImFlattered (#EstouLisonjeada – #sqn), em que muitas mulheres estão compartilhando fotos criticando os conselhos de moda que receberam sem pedir. Melhor do que isso: estão indo contra eles.

 

 

Aqui no blog já dei várias dicas de moda. Dicas, não imposições. Nada de regras. Dicas que você pode seguir ou não; que eu mesma sigo ou não sigo.

O próprio Além das Tendências surgiu com a ideia de ir além das imposições da moda; pelo contrário, ajudar os queridos leitores como você a encontrarem seu próprio estilo e decidirem se uma ou outra modinha funciona para você ou não. E, se funcionar, como usá-la.

Eu tenho meu próprio manifesto. Pode não ter exatamente a ver com moda, mas tem a ver com o estilo, o que, para mim, é bem pior. Eis o que me falaram:

 

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“Seu cabelo é muito vermelho. Na luz parece um pica-pau.”

 

Sou ruiva (com pequenos intervalos de morenisse) desde os 16 anos. E sou assim, gosto assim. Ser ruiva já faz parte de mim, combina comigo e eu não pretendo mudar tão cedo. A pessoa que compre óculos escuros se estiver incomodada, certo?

Moral da história: o mundo é de todos, mas cada um deve respeitar a personalidade do outro. Isso vale para o seu guarda-roupa, para o seu cabelo, o seu tipo físico, a sua maneira de usar maquiagem, a sua religião, seus gostos musicais… Sua vida é a sua vida; se te faz bem e não faz mal a ninguém, é o que basta.

Sobre planejar viagens

Pode ser porque eu moro perto do aeroporto. Pode ser também porque eu sempre gostei de aprender idiomas. E pode ser apenas amor puro. O que eu sei é que eu amo viajar 😀

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E tem mais: gosto tanto de planejar a viagem quanto da viagem em si. Pesquisar sobre os lugares para onde estou indo – ou, se estou indo para lugares que já conheço, procurar atrações ou cantinhos da cidade que eu ainda não me aventurei. Para vocês, queridos leitores, terem uma ideia: estarei de férias (uhu!) em maio. Já estou com o meu nariz enfiado em revistas e sites de turismo, tentando decidir qual será o meu próximo destino. Coloquei para mim uma meta de até 31 de janeiro tomar a decisão de para onde irei; fevereiro e março comprar passagens e acertar hospedagens. Abril? Economizar cada centavo!

Viajar é uma grande descoberta. Na verdade, uma descoberta de mão dupla: você conhece um lugar e se conhece como viajante. Afinal de contas, você não age da mesma maneira em um hostel e na sua própria casa.

Poderia fazer uma lista imensa de lugares que ainda quero conhecer – na verdade, se pudesse conheceria o mundo inteiro! Só que achei melhor fazer algo mais útil, com dicas bacanas para quem quer planejar uma viagem. Todas testadas e aprovadas.

– Destino: defina exatamente o que você gostaria de visitar e depois comece a pesquisar. Existem várias cidades incríveis no Brasil e no mundo e você pode se perder no meio de tanta informação. Tenha um objetivo, como, por exemplo, visitar uma cidade histórica. Ou ir para a praia. Assim você já restringe algumas opções, que podem voltar em uma próxima oportunidade de decolar.

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– Passagens: gosto de usar os aplicativos do Melhores Destinos (para saber das ofertas) e do Decolar.com (para comparar preços). Também usei o Google Flights por indicação do querido namorado e gostei bastante. Dica esperta: se vai viajar pelo Brasil, procure por passagens na sexta-feira à noite. Os preços costumam abaixar ou as companhias liberam ações promocionais.

 

– Hospedagem: sou fã do Booking.com. Descobri na época da faculdade e uso desde então. Só tome cuidado para não cair em algumas ciladas (ouça a voz da experiência aqui): confira a nota de avaliação do lugar, a localização e principalmente os comentários das pessoas que já se hospedaram lá. Valem ouro e te livram de enrascadas. Eu sempre compartilho as minhas dicas (ou destilo o meu veneno) por lá.

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– Passeios: faça um pré-roteiro dos lugares que você pretende visitar ao longo da sua viagem. Isso ajuda inclusive a ter noção de quantos dias você realmente precisa em cada cidade, caso pretenda visitar mais de uma. No caso de Nova York, me organizei por bairros, pois há muito para se ver: um dia só para Downtown, outro para Lower Manhattan, mais um para SoHo, NoHo e por aí vai. Assim você fica livre para explorar a cidade, mas tem um limite para não fazer tudo correndo.

 

– Passeios 2: se você está visitando uma grande cidade pela primeira vez claro que vai querer fazer os chamados “passeios de turista”. Por exemplo, o Rio de Janeiro: tem que ir no Cristo Redentor, no Pão de Açúcar, na Confeitaria Colombo (#fome), nos museus todos… E isso custa dinheiro. Saiba de antemão o valor dos ingressos e se planeje. Entrar na Confeitaria Colombo do centro é de graça; você só paga o que consumir. Para entrar na do Forte de Copacabana você precisa comprar o ingresso para o Museu Militar.

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– Dinheiro: vai para outro país? Então vai precisar trocar dinheiro. Acompanhe as mudanças do câmbio diariamente e vá trocando aos poucos, principalmente se você pretende comprar dólares ou euros. Se seu destino é América Latina vale trocar o dinheiro por lá, pois conseguimos cotações melhores do real fora daqui. Só tome cuidado com os “mercados negros”; pegar uma nota de dinheiro falsa que você não conhece é mais fácil do que se imagina.
Ai, que coceira de viajar! Isso porque eu acabei de voltar do Rio de Janeiro. Ainda falta muito para maio?

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