Sobre novas oportunidades

Escrever coloca as ideias no lugar. Ler traz novas ideias sem sair do lugar.

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Fiquei quase um ano sem aparecer por aqui pois 2016 foi um ano de novas escritas, leituras e lugares. Também pensei muito se deveria voltar a postar aqui no AT; foi uma das minhas resoluções de ano novo, repensar o blog. No entanto, duas coisas que aconteceram nos últimos dias me fizeram pensar em voltar por aqui.

A primeira foram os comentários de duas pessoas que eu gosto muito dizendo que eu deveria voltar a escrever sobre moda, livros e os outros tantos temas que vão “além das tendências”. A segunda foi uma mensagem sobre aproveitar oportunidades.

Muitas vezes perdemos oportunidades, grandes e pequenas. A oportunidade de sorrir. De dividir conhecimento, ou de aprender algo novo. A oportunidade de escrever sobre os assuntos que gostamos. Pois quando escrevemos sobre o que gostamos, as pessoas se identificam e leem. Isso é aproveitar a oportunidade que a internet nos dá: começar conversas com várias pessoas ao mesmo tempo.

Bora colocar o papo em dia?

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Nesse ano comecei um blog novo, o Travel Storytellers, cheinho de dicas de viagens e passeios. Passa lá e já vai se atualizando do que eu fiz no ano que passou.

Crônica fashion: biblioteca, hemeroteca, ‘revistoteca’

Domingo, além de ser dia de Crônica Fashion, é dia de…de…faxina, claro! É aquele único dia em que a gente para em casa, olha ao redor e percebe que está dormindo no olho do furacão, tamanha a bagunça que se instalou no seu quarto. Ou seja, é hora de colocar aquela roupa confortável, prender o cabelo em um rabo de cavalo alto e colocar as mãos a obra!

E se tem uma coisa que eu não consigo ver desorganizada por muito tempo é a minha biblioteca. Ou melhor, meu projeto de biblioteca, que consiste em algumas prateleiras dentro do meu quarto mesmo. Tenho uma história com cada livro guardado aqui e, sério, não consigo me desapegar. Quando estava na primeira série do ensino fundamental, cada aluno ganhou um livro. O meu se chamava A menina da garrafa verde. Ou melhor, ainda se chama pois ele continua em exibição na minha prateleira. E em perfeito estado, viu?

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‘A menina da garrafa verde’, um dos meus primeiros livros, com uma parte da biblioteca e a minha coleção de Elle’s, abaixo

Só que como se não bastasse eu ser a louca dos livros (principalmente dos livros de moda), também sou a louca das revistas. Assino cinco revistas, mas compro MUITAS outras ao longo do mês. E também tenho sérios problemas para me desapegar delas também. Principalmente das gringas. Ah, fala sério né: pagar R$ 30 em uma revista para jogar fora? Ou guardar de qualquer jeito? Ou recortar?!

Não que eu nunca tenha recortado uma revista. Aliás, já recortei várias, pois considerando a quantidade de revistas que eu consumo mensalmente, já teria ocupado minha casa inteira com elas há pelo menos dois anos atrás. Para evitar que isso aconteça, mantenho uma pequena hemeroteca, uma coleção de notícias de jornais e revistas recortadas guardadas em pastas. Sabe quando a gente é adolescente e “faz pasta” do artista que a gente gosta? Pois é, é isso, só que como se eu fosse muito fã da moda.

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Minhas pastas de notícias exibindo algumas musas: Audrey Hepburn, Kate Middleton e Regina Guerreiro

Agora, com tudo organizado e no lugar, posso descansar com a certeza de que, quando me der um branco de ideias para escrever aqui ou no trabalho, posso recorrer aos meus arquivos! E isso me faz mais feliz do que um sapato novo, com toda a certeza!

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Não reparem nas tomadas e nos fios bizarros; o importante é a coleção de livros de moda – e mais Elle’s! – arrumadinha 🙂

 

Crônica Fashion: a desconhecida moda brasileira

Como eu já disse por aqui um milhão de vezes, eu leio muitas revistas por mês. Em sua maioria, femininas. Em específico, as de moda. E, de uns anos para cá, tudo o que se fala é sobre a ascensão da moda brasileira, do destaque que os estilistas brasileiros estão tendo fora do país, do interesse das grandes redes de fast fashion em fazer parcerias com estilistas brasileiros em coleções-cápsula…enfim, a moda brasileira é um sucesso! Ou não…

Infelizmente as informações de moda estão disponíveis para um grupo muito seleto de pessoas. Essa patota, como diria minha avó, é quem lê blogs de moda, revistas, vê desfiles, mas a grande maioria da população brasileira não faz ideia da “moda fervilhante” que temos. A grande maioria não vai as lojas de fast fashion por causa da coleção de um estilista aí: vai porque é lá que compra suas roupas, ué!

Daqui a pouco chega mais um São Paulo Fashion Week e um Fashion Rio. As fashionista pira, mas os brasileiros não param por isso. Nem por um minuto. Tem gente que vive sem saber da semana de moda, e tem razões para isso: já foram 34 SPFW, um mais exclusivista que o outro. Eventos ultra fechados, sendo que a moda é uma expressão cultural: se até os melhores museus tem dias que abrem de graça, sem olhar a quem, porque as semanas de moda são feitas sempre, e todos os dias, para poucos?

Ano passado fui a uma palestra bem interessante. Um dos convidados da noite era diretor de uma agência de publicidade que é responsável pela propaganda de uma famosa marca de sabonetes. A marca queria lançar uma linha de produtos assinada por um estilista brasileiro e pediu para que a agência fizesse uma pesquisa com seus consumidores para escolher o tal estilista. Quer saber o resultado? Os estilistas brasileiros mais conhecidos dos consumidores são Clodovil e Ronaldo Ésper! Herchcovitch, terceiro colocado, aparece com míseros 3%.

 

Vai Clô, pinta nosso céu de cor de rosa pois você ainda é o estilista mais famoso do Brasil!

Até quando a moda brasileira pretende se esconder dos brasileiros e se mostrar para o mundo?