SPFW: Cavalera, Estação da Luz e sonho concretizado

Gente, sumi mas voltei! rs

Confesso que ainda não me recuperei do SPFW. Hoje o post é mais para dizer que estou viva do que qualquer outra coisa…

A semana de moda foi ótima: desfiles belíssimos, entrevistas bacanas, tudo! Mas todo bolo tem sua cerejinha, e a do SPFW, para mim, foi o desfile da Cavalera, que aconteceu no domingo (22), na Estação da Luz. Eu, humilde blogueira que não esperava nada, acabei com dois convites para conferir a apresentação da marca de street wear. E, para tristeza de quem gosta, fiquei com os dois convites: não achei ninguém para ir comigo 😦

Cheguei bem antes do desfile e….entrei no backstage! Fotografei as roupas (mais importante, senti os tecidos, vi de perto!), a maquiagem das modelos, foi tudo!

Antes do desfile começar, a Cavalera armou uma apresentação de burlesco na entrada da estação. As pessoas indo pegar o trem – afinal, a circulação de trens não foi interrompida – davam de cara com belas mulheres de lingerie, dançando ao som de uma banda de jazz que tocava ao vivo. Surreal.

Cortinas abertas, hora do desfile! Nem acreditei no lugar em que fiquei sentada: bem de frente com a saída dos modelos! A passarela era toda a parte de cima da estação. O inverno da Cavalera, inspirado no Velho Oeste, mostrou tanto muitas peças pretas quanto estampadas. A marca também investiu no brilho, seja em estampas ou em aplicações de missangas. Os vazados, que vieram com força no verão, continuaram no inverno, principalmente em vestidos.

(me apaixonei por este vestido!)

Saí do desfile como se estivesse saído de um sonho. E realmente era: um sonho realizado.

Ei, tem mais entrevistas minhas no ar! Cliquem e assistam meus papos com…

Isabella Fiorentino (*-*)

Marco Antônio de Biaggi

Rita Cadillac

Adriane Galisteu

Leo Áquilla

Dicesar

Miss Bumbum

Evandro Santo, o Christian Pior

SPFW, 2º dia: Isabella Fiorentino e caminhada com Evandro Santo

Bom dia! Lá vou eu em mais um dia de repórter no São Paulo Fashion Week. Ontem, sexta-feira, o dia começou parado, sabe? Acredito que foi porque o primeiro desfile, do queridinho Pedro Lourenço, foi fora da Bienal, em seu showroom em Pinheiros. Depois de um certo horário parece que todos os jornalistas chegaram juntos: devem ter vindo de caravana rs

O “menino-prodígio” Pedro Lourenço surpreendeu novamente. Em desfile realizado fora da Bienal, em seu showroom em Pinheiros, o jovem estilista apostou na Patagônia como fonte de inspiração para o inverno, deixando a aura tropical, que tomou conta de sua coleção anterior, para trás.

Pedro continua apostando nas maxiestampas e nas formas retas, assim como em degradês suaves e calças bicolores. Detalhe: os zíperes das peças eram todos banhados a ouro.

O primeiro desfile na Bienal seria de Rodrigo Rosner, estilista que ganhou notoriedade ao desfilar na Casa dos Criadores e agora conquistou seu lugar ao sol no SPFW. Mas, como o foco da minha cobertura são celebridades, também foi bem tranquilo. O desfile, que é o meu foco, foi um dos mais lindos do dia.

Mariposas. Estas foram as musas inspiradoras de Rodrigo Rosner, que estreou no SPFW nesta sexta-feira. Vestidos esvoaçantes, transparências e recortes localizados tomaram conta da passarela. Os sapatos pesados, cobertos de renda francesa, contrastavam com o clima leve.
A primeira coleção da grife R.Rosner para o SPFW veio repleta de vestidos de festa feitos em tecidos nobres, como chantilly metalizado e tafetá. Destaque também para os bordados caprichosos. De fato, Rodrigo começou sua história na maior semana de moda do país com muito estilo.
Voltei para a sala de imprensa, mandei os textos, aproveitei o quiosque do Boticário dentro da sala para passar um batonzinho (rs…) e desci para o desfile dele, Alexandre Herchcovitch. Ainda nas escadas já percebi alguns flashes: eram Rita Cadillac e Dicesar. Entrevistei os dois, um mais simpático que o outro. Rita, brincalhona e sincera: diz que, sim, faz compras no Brás, bairro de comércio popular em São Paulo. Já Dicesar deu altas dicas de moda masculina e elogiou meu figurino: ganhei o dia!
Para Alexandre Herchcovitch, o inverno será quente. Roupas em tons de pêssego, mostarda e ouro dominaram a passarela. Os modelos eram discretos, sem chegar ao ponto de serem “caretas”.
O grande destaque ficou por conta dos vestidos em renda. Feitos em várias camadas, não precisavam de forro. O xadrez e as estampas digitais também foram usados em vários looks, com um toque pessoal de Herchcovitch: caveiras entre os desenhos.
Carol Trentini belíssima em vestido com várias camadas de renda
Texto e vídeos enviados, partiu Iódice! A grande estrela esperada para o desfile era Adriane Galisteu, que chegou realmente causando alvoroço. Era fotógrafo em cima de fotógrafo, microfones (incluindo o meu) sendo apontados, uma bagunça. Mas consegui que ela me respondesse duas perguntinhas antes de se perder novamente no mar de jornalistas. Sucesso!
Quem também marcou presença no desfile da Iódice foi Marco Antônio de Biaggi, o cabelereiro das celebridades, que deu altas dicas para o inverno; aliás, acho que já decidi qual é a cor que quero nos meus cabelos rs. Também vi Val Marchiori (“ai querida, RedeTV!? Não posso falar com vocês…”) e entrevistei Rosana Ferreira, a Miss Bumbum, e Isabella Fiorentino. Sério, achei que não ia dar conta de falar com ela. Quem acompanha o Além das Tendências sabe, quero ser ela quando crescer…rs (Clique aqui para saber o que são it women, e porque eu amo Isabella Fiorentino)
A coleção de inverno da Iódice, apresentada nesta sexta-feira (20), se inspirou no livro “Rock and Royalty”, de Gianni Versace. O metal, principalmente nos tons bronze e rosé, marcou o desfile e deu o toque rock´n roll a vestidos e jaquetas.O vinil, que também nos remete aos “bolachões” escutados na vitrola, também marcou presença, mas não em roupas justas. As maxijoias usadas no desfile são assinadas por Fabrizio Giannone.

Para encerrar a noite, desfile da Triton e uma das melhores entrevistas até agora, na minha opinião: Evandro Santo, o Christian Pior. Ele contou o que é mais cafona hoje em dia, o que não pode faltar em semanas de moda e mostrou como trabalhar sempre pode render boas risadas!
Triton, que encerrou os segundo dia de desfiles do SPFW, teve modelos com base na geometria. Casacos estruturados marcaram a primeira parte do desfile; na segunda parte, bordados feitos em canutilhos e missangas deram as formas.

A cartela de cores variou entre os tons de chocolate, azul, amarelo e preto. Vestidos e calças apareceram com a cintura mais caída. Entre os tecidos, lã, tweed, crepe e organza.
Gostou? Daqui a pouco tem mais!
Para encerrar:
“Esforçai-vos e animai-vos; não temais nem vos espantei diante deles, porque o Senhor vosso Deus é o que vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará” – Deuteronômio 31:6

Abaixo às it-girls, viva às it-women!

Desde o começo deste blog (se você perdeu o começo, clica ali em cima em “Sobre o blog”), eu afirmo que não acredito em it-girls. Tive que me curvar à Blake Lively, concordo (veja o que eu falei sobre ela aqui), mas foi só. Não acredito que uma mulher ganhe fama porque se veste bem e pronto. Até aí, eu também me visto bem poxa!

Enfim, revoltas a parte, hoje eu estava lendo a ELLE deste mês e me encantei com uma matéria sobre as it-women. Mulheres que representam não somente se vestir bem, mas estilo de vida bem sucedido. Entre as que a matéria apresenta, gostaria de destacar – ou apresentar, para quem não as conhece – duas it-women sensacionais: Claudia Schiffer e Inès de La Fressange.

Claudia Schiffer se tornou top nos anos 80, ao lado de Tyra Banks, Linda Evangelista e companhia. A loira entrou para o Guinness Book como a modelo que mais estampou capas de revista. Hoje, seu trabalho é longe das passarelas, mas dentro do mundo da moda: Claudia ~e musa do site de compras de luxo Net-a-porter e tem sua própria marca de roupas. Ou seja, o sucesso vai além de se vestir bem e ser uma top model: ela é empreendedora, um exemplo (pelo menos na parte do trabalho. Namorar de David Cooperfield a Axl Rose…melhor deixar pra lá…)

Já Inès de La Fressange ( ou Inès Marie Laetitia Isabelle Églantine de Seignard de La Fressange…que nome rico, meu Deus rs) foi a primeira modelo a assinar um contrato de exclusividade com uma marca, no caso a Chanel. Desfilou por muitos anos, mas hoje ela é designer e consultora de moda. Mas não faz tanto tempo assim que ela pisou em uma passarela: Inès desfilou em 2009 para Jean-Paul Gaultier e em 2011, aos 51 anos, para a Chanel. Isso é ser chique!

Acho que se há uma it-woman brasileira esta mulher é Isabella Fiorentino. Símbolo de elegância, estreou nas passarelas aos 13 anos, estampou capas de revistas e desfilou para marcas como Reinaldo Lourenço e Tufi Duek. Hoje, é empresária, apresentadora de TV de licença (neste ano, a it-woman deu a luz aos seus trigêmeos) e autora de um livro que é um verdadeiro guia de estilo de bolso, repleto de dicas certeiras. Vale a pena procurar em lojas e bancas de jornal, sério.

Dicas para ser uma it-woman agora ou no futuro

Vá além do seu campo de atuação. É modelo? Faça um curso de história da moda para entender as referências das roupas que você usa. A ideia é não se prender ao mínimo necessário, que nunca levou ninguém a lugar nenhum.

– Saiba que você não precisa ter 20 anos para ser moderna. Nem passar dos 30 para ser elegante.

Não se prenda a modismos. As semanas de moda vêm como uma enxurrada de tendências, mas você não precisa nunca sair na rua como se tivesse sido vomitada por uma onda fashion. Teste tudo e eleja o que funciona em você. Ter conhecimento sobre si mesma é a melhor coisa.

Gostou? Concordou? Discordou? Comente!

E digo mais: ganhei o livro da Inès de la Fressange de Natal o/