O tal rosa millennial

Você já deve ter ouvido falar nesse novo tom de rosa.

Novo? Talvez nem tanto assim…

Foto: Kelly Solcia/Pinterest

O rosa millennial é a cor do momento. Mas não seria ele o já conhecido rosa bebê? Ou uma versão mais clara do rosa chiclete? Há quem chame a cor apenas de blush – e a sua necessárie já devia contar com um exemplar desse rosa há alguns anos.

A moda é um grande ciclo, já falei isso aqui várias vezes. Algumas modas vão, algumas modas voltam. Podem voltar disfarçadas de novas, mas são nossas velhas conhecidas.

Se isso é um problema? Claro que não! Quando uma moda volta, como é o caso do rosa, significa que ela se estabeleceu. Está a um passo de se tornar um clássico. Ao longo dos anos, o rosa já se tornou até unissex; é uma cor que realmente merecia ser elevada ao patamar de eternos.

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Vale dar aquela refrescada na memória e lembrar que o ano de 2016 também foi marcado por um rosa, o quartz, mais metalizado (alô, Apple!). Quem diria que o rosa voltaria tão rápido: Mas agora é a vez do millennial, o nosso bebê.

Até a Lady Gaga (ÓBVIO que eu ia falar sobre ela) se jogou no rosa millennial na sua fase Joanne!

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Se você curte a cor e quer apostar nessa tendência, vale de tudo, dependendo do seu nível de ousadia e pink power. Acessórios no tom, como chockers e sapatos, são uma excelente porta de entrada. Uma peça na cor combinada com outras em tons mais neutros, como preto, branco e cinza, também vai super bem. Mas se você é uma Pink Lady dos anos 2000, se joga! O look completo também é possível e permitido. Afinal, a vida em tons de rosa é sempre mais leve.

Foto: ShopStyle/Pinterest

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Postmodern Jukebox: música com estilo

Fui apresentada essa semana ao grupo Postmodern Jukebox. A ideia é interpretar músicas atuais em estilos do passado, principalmente jazz. Sério, não tinha como ficar ruim.

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Aliás, fica melhor! Porque os figurinos que eles escolhem tem tudo a ver com o momento histórico no qual eles resolvem ambientar a música, o que torna tudo uma viagem no tempo.

(Ok, é a segunda vez em dois dias que falo de viagem no tempo – perdeu ontem? Clica aqui ó. Acho que estou sendo muito influenciada pelo livro Uma Loja Em Paris, do Màxim Huerta, que estou lendo no momento. Domingo tem post sobre ele, aliás.)

Hora de entrar no túnel do tempo! Seguem algumas sugestões para sua playlist do dia:

Blank Space, de Taylor Swift, ao melhor estilo cabaré

Bad Romance, de Lady Gaga, transformada em jazz dos anos 20…com sapateado!

 

Jealous, de Nick Jonas, mergulhada no mundo das Supremes!

 

Really Don’t Care, de Demi Lovato, também no clima da Motown

 

Anaconda, da Nicki Minaj. Apenas sensacional…

 

Toda quinta-feira tem vídeo novo deles no YouTube. Já estou ansiosa para saber o de hoje 😉

Fashion Files: saudades de Alexander McQueen

Se estivesse vivo, Alexander McQueen completaria na data de hoje 46 anos. O estilista inglês que se tornou o principal nome da moda no começo dos anos 2000 cometeu suicídio em 2010. Já são cinco anos sem a criatividade de McQueen, e ela deixa muita saudade.

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O nome do estilista já despontava em 1996; já faziam quatro anos desde o seu desfile de formatura na famosa escola de moda Central Saint Martins. Ele foi o responsável pela criação e popularização da calça de cintura baixa (sim, assuma que você já usou! E sim, eu já falei sobre isso antes, num post sobre Shakira. Releia aqui). McQueen acreditava que o cóccix era a parte mais sexy do corpo da mulher, então bora mostrando!

Naquele mesmo ano, 1996, sua fama já era tanta que ele era apontado como o substituto de Galliano na Givenchy, já que este iria para a Dior. Dito e feito: lá estava McQueen a frente da maison. Só que a parceria não durou muito tempo, não: em 2000, após vários desentendimentos, o estilista deixou a Givenchy e partiu então para a criação de sua própria casa.

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Final de desfile de Alexander McQueen para Givenchy

Livre para criar, McQueen não perdeu tempo. Uma de suas mais impressionantes apresentações – se é que é possível escolher – foi justamente uma das primeiras, em 2001. VOSS, como foi chamada a coleção, foi desfilada por modelos dentro de um cubo de vidro, de maneira que a plateia não conseguia vê-las, já que o vidro refletia a parte de fora, ou seja, a própria plateia. O desfile aconteceu desta maneira – imagine a cara das pessoas que estavam “assistindo” e não vendo nada!

Quase uma hora depois (!!!) a caixa de vidro foi iluminada de dentro e o público pode ver uma modelo nua, usando apenas uma máscara de gás. As paredes de vidro se quebraram e as modelos com os looks elaborados por McQueen voltaram para a caixa, para serem, enfim, apreciados pela plateia. O vídeo inteiro do desfile você assiste abaixo:

Essa foi só uma das várias invenções de McQueen para os seus desfiles. Suas criações foram reunidas na exposição Savage Beauty, uma das mais visitadas no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Agora a mostra reabre, desta vez no berço do estilista, Londres. Se alguém estiver com viagem programada para lá, visite (e me leve junto! haha).

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Epa! Teve a sensação que já tinha visto esse look antes? Sim! E sabe onde?

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Sim! Lady Gaga, no clipe de Bad Romance! A cantora era uma das famosas mais próximas do estilista: sempre usava suas criações e era sua amiga pessoal. Toca Bad Romance aí ❤

E você, já conhecia o trabalho de Alexander McQueen? Tem seus looks ou desfiles favoritos? Comente!