Postmodern Jukebox: música com estilo

Fui apresentada essa semana ao grupo Postmodern Jukebox. A ideia é interpretar músicas atuais em estilos do passado, principalmente jazz. Sério, não tinha como ficar ruim.

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Aliás, fica melhor! Porque os figurinos que eles escolhem tem tudo a ver com o momento histórico no qual eles resolvem ambientar a música, o que torna tudo uma viagem no tempo.

(Ok, é a segunda vez em dois dias que falo de viagem no tempo – perdeu ontem? Clica aqui ó. Acho que estou sendo muito influenciada pelo livro Uma Loja Em Paris, do Màxim Huerta, que estou lendo no momento. Domingo tem post sobre ele, aliás.)

Hora de entrar no túnel do tempo! Seguem algumas sugestões para sua playlist do dia:

Blank Space, de Taylor Swift, ao melhor estilo cabaré

Bad Romance, de Lady Gaga, transformada em jazz dos anos 20…com sapateado!

 

Jealous, de Nick Jonas, mergulhada no mundo das Supremes!

 

Really Don’t Care, de Demi Lovato, também no clima da Motown

 

Anaconda, da Nicki Minaj. Apenas sensacional…

 

Toda quinta-feira tem vídeo novo deles no YouTube. Já estou ansiosa para saber o de hoje 😉

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19 anos sem Mamonas Assassinas OU Sobre não desistir dos seus sonhos

Quem me conhece sabe o quanto eu gostava dos Mamonas Assassinas. Na verdade, qualquer criança ou adolescente nos anos 1990 se encantava por eles. Os adolescentes pelas letras irônicas; as crianças pelos figurinos divertidos e pelo jeitão palhaço de Dinho, o vocalista da banda.

É difícil fazer uma seleção dos melhores figurinos usados por eles, mas aqui relembro alguns deles:

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A morte deles me traz uma série de lembranças: ouvir o CD (comprado no Mappin, diga-se de passagem) no carro com meus pais e nas festas de família. Ficar sabendo da morte deles pela televisão e chorar no sofá da sala, enquanto minha mãe cuidava da minha irmã recém-nascida sem saber a qual das filhas acudir. Passar pela praça Mamonas Assassinas, no bairro Parque Cecap, de noite, na volta do trabalho. Ir sozinha ao cinema assistir ao documentário ‘Mamonas Para Sempre’, e chorar sozinha.

Contudo, se tem uma coisa que não combina com o espírito Mamonas é tristeza. A alegria deles transformava os domingos de todos nós, quando eles resolviam aparecer no programa do Faustão ou no Domingo Legal. Então não farei do dia de hoje um dia triste. Pelo contrário: Dinho e sua banda deixaram para nós, além da mensagem de alegria, a ideia de que os sonhos podem se realizar. Basta não desistir e correr atrás.

Isso fica muito claro no vídeo abaixo. Para quem nunca viu, ele se passa no Ginásio Poliesportivo Paschoal Thomeu, conhecido pelos guarulhenses como “Thomeuzão”; a banda foi proibida de se apresentar lá no passado, pois não era conhecida. Meses antes do acidente, eles subiram naquele palco e fizeram o show que tanto queriam. E Dinho fez questão de falar a respeito disso para a plateia.

Mamonas Assassinas de Guarulhos, p***@!


Qual era a sua relação com Mamonas Assassinas? Amava? Odiava? Cantava ‘Robocop Gay’ no videokê? Comente!

Moda é arte

Para mim, moda é uma arte. E como toda arte pode parecer, não está tão distante de nós quanto pensamos. A moda é como as artes plásticas, em que o artista se preocupa com cores, formatos, e combinações entre eles. Quando escolhemos um quadro para pendurar em nossa sala de estar, pensamos mil vezes antes de tomar a decisão, afinal teremos de conviver com aquela obra de arte todos os dias. Com as roupas, a reflexão deveria ser ainda maior, pois as roupas não ficam na sala: elas saem de casa conosco, coladas ao nosso corpo.

A moda é também como a música. Um compositor precisa trabalhar bem a letra e a melodia, para que elas combinem e façam sentido. O mesmo precisamos fazer quando nos vestimos diariamente: combinações lógicas e representativas de quem somos. A moda também se intercede na música ao fornecer pano (literalmente) de fundo para as “tribos musicais”: existe a moda clássica, ,a moda punk, a moda folk, e a possibilidade de unir todas essas “modas” em uma composição, desde que seja emprestado um outro conceito importante do mundo da música: a harmonia.

A literatura também se assemelha à moda. Um autor quando escreve procura transportar para as folhas de papel uma história e também seus sentimentos em relação ao que está contando ao seu leitor. Quando abrimos nossos guarda-roupas, também vemos ali várias partes de nossa história: o passado, que às vezes envergonha, o presente e nossas roupas favoritas, e até mesmo o futuro, pois a moda sempre retoma o que já passou. E moda também é sentimento, pois com algumas peças de roupas podemos expressar o que estamos sentindo, o que vamos fazer, o que pretendemos com aquele modelito.

Moda é arte, e sempre dizem que a arte imita a vida.

 

Texto inspirado no início das minhas aulas de Jornalismo de Moda 🙂