Postmodern Jukebox: música com estilo

Fui apresentada essa semana ao grupo Postmodern Jukebox. A ideia é interpretar músicas atuais em estilos do passado, principalmente jazz. Sério, não tinha como ficar ruim.

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Aliás, fica melhor! Porque os figurinos que eles escolhem tem tudo a ver com o momento histórico no qual eles resolvem ambientar a música, o que torna tudo uma viagem no tempo.

(Ok, é a segunda vez em dois dias que falo de viagem no tempo – perdeu ontem? Clica aqui ó. Acho que estou sendo muito influenciada pelo livro Uma Loja Em Paris, do Màxim Huerta, que estou lendo no momento. Domingo tem post sobre ele, aliás.)

Hora de entrar no túnel do tempo! Seguem algumas sugestões para sua playlist do dia:

Blank Space, de Taylor Swift, ao melhor estilo cabaré

Bad Romance, de Lady Gaga, transformada em jazz dos anos 20…com sapateado!

 

Jealous, de Nick Jonas, mergulhada no mundo das Supremes!

 

Really Don’t Care, de Demi Lovato, também no clima da Motown

 

Anaconda, da Nicki Minaj. Apenas sensacional…

 

Toda quinta-feira tem vídeo novo deles no YouTube. Já estou ansiosa para saber o de hoje 😉

Tomorrowland Brasil: 4 atos, 4 dias depois

Sim, minha gente! Eu sobrevivi ao Tomorrowland Brasil 😀 E digo mais: me diverti muito!

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O Tomorrowland é um festival de música eletrônica que começou na Bélgica, na cidade de Boom. Sua primeira edição aconteceu em 2005 e a edição brasileira foi a segunda fora do país de origem; em 2013 aconteceu a primeira edição nos Estados Unidos. No ano passado, na 10ª edição do Tomorrowland, foi anunciado que o festival viria ao Brasil e teria lugar em Itu, no Parque Maeda, que já sediou outros grandes eventos como, por exemplo, o SWU.

Depois de colocar o sono em dia e as ideias em ordem, resumo o festival em seus quatro principais itens. Vale para quem não foi, para quem pretende ir (já tem Tomorrowland ano que vem com data marcada, viram?) e para quem quer saber como foi. Bora?

1º ato – O ônibus glorioso

Todo mundo sabe que festivais são caros. Ingressos caros, comida cara…mas o Tomorrowland caprichou na cobrança do estacionamento, com a tarifa surreal de R$ 200 a diária! Sendo assim, fui de ônibus e essa foi uma decisão excelente. Além da economia de dinheiro (a pulseira ida e volta custava R$ 75) também teve economia de distância, já que o ônibus saia do maravilhoso Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, ou, como eu costumo chamar, meu vizinho barulhento. Era a linha mais vazia de bus, então a fila tanto na ida quanto na volta foi mais do que tranquila.

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2º ato – Cadê a Carol?

Eis que uma garota chamada Carol (se é que ela existe de verdade mesmo) se tornou o meme off-line do Tomorrowland Brasil. A galera ficava gritando “cadê a Carol?” o dia inteiro, em variadas situações. Gente, a Carol tá aqui ó o/

3º ato – Mainstage, seu lindo!

O palco mais bonito desde a Born This Way Tour: isso é pouco para definir a magnitude do palco principal do festival, trazido diretamente da Bélgica (o Tomorrowland é de lá) para a Fazenda Maeda. As luzes, o cenário (uma estante de livros gigante *_*), o telão… Melhor vocês verem com seus próprios olhos:

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4º ato – David Guetta

A ideia inicial era ir ao festival no sábado, mas os ingressos estavam esgotados e acabamos comprando para o domingo. Quem diria que não nos arrependeríamos nada da nossa escolha! David Guetta encerrou com chave de ouro a primeira edição do Tomorrowland Brasil, cantando sucessos mais recentes (mas sem esquecer de Love Is Gone <3). Eu já estava bem cansada depois de tantas horas no festival, mas valeu a pena esperar. Só não precisava ter tocado Calvin Harris, né? Guetta tem tantos sucessos… Deixa que ano que vem o Harris vem e toca as músicas dele, combinado?

I’m titaaaniiiuuuuum..!

Tomorrowland Brasil, o sr.:
– me fez chegar em casa parecendo que tinha rolado na terra

– me fez pagar R$ 5 numa água

– fez uma jornalista belga surgir do nada do meu lado com microfone e câmera apontados para mim (quem achar esse vídeo, avise)

– demandou dois dias para que eu colocasse meu sono em dia

– vai fazer com que eu fique seis meses sem ouvir Ellie Goulding (amo, mas se eu ouvir a batida de Outside de novo jogo o rádio pela janela)

…mas eu vou de novo com certeza!

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19 anos sem Mamonas Assassinas OU Sobre não desistir dos seus sonhos

Quem me conhece sabe o quanto eu gostava dos Mamonas Assassinas. Na verdade, qualquer criança ou adolescente nos anos 1990 se encantava por eles. Os adolescentes pelas letras irônicas; as crianças pelos figurinos divertidos e pelo jeitão palhaço de Dinho, o vocalista da banda.

É difícil fazer uma seleção dos melhores figurinos usados por eles, mas aqui relembro alguns deles:

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A morte deles me traz uma série de lembranças: ouvir o CD (comprado no Mappin, diga-se de passagem) no carro com meus pais e nas festas de família. Ficar sabendo da morte deles pela televisão e chorar no sofá da sala, enquanto minha mãe cuidava da minha irmã recém-nascida sem saber a qual das filhas acudir. Passar pela praça Mamonas Assassinas, no bairro Parque Cecap, de noite, na volta do trabalho. Ir sozinha ao cinema assistir ao documentário ‘Mamonas Para Sempre’, e chorar sozinha.

Contudo, se tem uma coisa que não combina com o espírito Mamonas é tristeza. A alegria deles transformava os domingos de todos nós, quando eles resolviam aparecer no programa do Faustão ou no Domingo Legal. Então não farei do dia de hoje um dia triste. Pelo contrário: Dinho e sua banda deixaram para nós, além da mensagem de alegria, a ideia de que os sonhos podem se realizar. Basta não desistir e correr atrás.

Isso fica muito claro no vídeo abaixo. Para quem nunca viu, ele se passa no Ginásio Poliesportivo Paschoal Thomeu, conhecido pelos guarulhenses como “Thomeuzão”; a banda foi proibida de se apresentar lá no passado, pois não era conhecida. Meses antes do acidente, eles subiram naquele palco e fizeram o show que tanto queriam. E Dinho fez questão de falar a respeito disso para a plateia.

Mamonas Assassinas de Guarulhos, p***@!


Qual era a sua relação com Mamonas Assassinas? Amava? Odiava? Cantava ‘Robocop Gay’ no videokê? Comente!