Moletom não é só moleza, não!

Fim de outono, clima de volta do feriado… Para encarar o dia dá vontade de sair de casa enrolada no cobertor. Já que não dá para sair de casa com ele, que tal apostar em um moletom?

moletom

Ao contrário do que se tinha em mente há anos atrás, o moletom deixou de ser “roupa de ficar em casa” faz tempo. Estar confortável é uma das tendências máximas do inverno deste ano. Além disso, a cada temporada surgem novos modelos de moletom que agradam a todos os estilos.

O moletom já vinha ensaiando seu caminho para as tendências desde 2008, quando a Yves Saint Laurent desfilou diversas peças feitas com o tecido. No ano seguinte, foi a vez da brasileira Osklen entrar na onda. Ano a ano o moletom tem ganhado mais espaço tanto nas passarelas de inverno quanto no guarda-roupa.

Look do desfile da Osklen de 2008, todinho em moletom

 Ai você me pergunta: eu acho que moletom não combina comigo, como vou usar? O segredo é combinar a peça com acessórios marcantes, como um maxicolar ou sapato poderoso. Também vale investir em modelos diferentes, com texturas e aplicações.


Que tal investir em um look mais descomplicado hoje? Comente!

SPFW Verão 2016: dos maxibrincos ao salto transparente

E lá vamos nós para mais um dia de São Paulo Fashion Week!

e lá vamos nós

Que dia! Oito desfiles para inspirar a galera. E, de novo, vou resumir a inspiração de cada um deles a partir de um acessório de destaque. Começando com…

– o sapato da Paula Raia

Outro dia mesmo estava comentando sobre slow fashion e a estilista é uma das grandes representantes do movimento. Desfila só uma vez por ano (apenas Verão), faz as apresentações em sua própria casa, tudo ao seu devido tempo. Essa visão menos over faz com que os looks não tenham nenhum acessório a não ser os sapatos, minimalistas mas com muito apelo fashion.

paula raia sapato

– a bolsa da Osklen

Se na segunda-feira tivemos a Cavaleira buscando inspirações nas tribos indígenas, ontem foi o dia da Osklen. Trazendo referências da tribo Ashaninka, do Acre, um dos acessórios mais emblemáticos foi essa bolsa que, levada a tiracolo, remete ao tecido onde as mães índias levam seus bebês.

osklen bolsa

– a bolsa da Ellus

Bolsa de novo! A Ellus se inspirou no Marrocos para construir o seu verão, e essa bolsa que desfilou na passarela foi feita com o mesmo tecido dos famosos tapetes marroquinos, encomendadas diretamente com artesãos de lá. Lindas, não?

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– os brincos da Água de Coco

Oba, moda praia! E que moda praia: elegante como só ela, a Água de Coco buscou inspiração nos diferentes tipos de renda produzidos pelo Brasil. Resultado: esse maxibrinco, que é grande sim, mas transmite uma leveza…

brincos agua de coco

– o tamanco da Lilly Sarti

Segunda-feira foi o dia dos anos 1960. Já ontem marcas como Lilly Sarti buscaram sua inspiração na década de 1970, aqui apresentado de maneira quase clássica, com referências ao estilo oriental. Mas o grande destaque foi o retorno definitivo dos tamancos. Quem curte?

tamanco Lilly Sarti

– a bolsa da Sacada

Sim, mais uma bolsa! A inspiração da Sacada vem do chamado futurismo retrô, da pop art e também da op art. Suas bolsas são como obras de arte sendo carregadas por aí. As alças são de acrílico transparente que já já aparece de novo em outro desfile…

Sacada bolsa

– os MAXIBRINCOS da Juliana Jabour

Isso sim é levar o maxibrinco a um outro nível… Também inspirada nos anos 1970, Juliana Jabour teve uma pegada mais hippie do que a Sacada. Os looks não poderiam ser melhor arrematados do que na companhia desses brincos pra lá de chamativos!

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– o sapato da Triya

Salto transparente alert! Salto transparente de acrílico alert! Sim, ele está de volta (afinal de contas ele não ia deixar o tamanco voltar sozinho, não é mesmo?). Inspirada nas sereias e também no universo do surf, os sapatos casaram bem com as estampas da marca, sem brigar com elas, mas chamando minha atenção..

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Gostaram? O que esperar do dia de hoje, minha gente? Comentem! 🙂

Crônica Fashion Especial SPFW: desfiles e seus atrasos

E começou mais um São Paulo Fashion Week, minha gente! Hoje consegui assistir três desfiles e meio: Ronaldo Fraga, Têca por Helô Rocha e (divo!) FH por Fause Haten, mais metade do da Ellus. Este desfile da Ellus estava previsto para começar às 21h: começou 22h30. Uma hora e meia de atraso! Mas a culpa não é só desta grife: TODAS as marcas atrasaram seus desfiles. E elas acham isso NORMAL!

Eu entendo tudo, sabe? Entendo que tem modelo que desfila para todas as marcas, entendo que tem que refazer maquiagem, ensaiar na passarela, desmontar cenário (quando há). Tudo isso é compreensível. Mas, se todo mundo já sabe disso, porque não marcar os desfiles em horários reais? Não prometa começar um desfile uma hora após o outro se em uma hora não dá tempo de fazer tudo o que precisa ser feito… E, no mínimo, uma grande falta de respeito: com quem assiste, com quem modela, com todo mundo!

Passado o breve momento de revolta, vamos aos destaques do dia…

Osklen – essa aqui veio para esquentar mesmo o inverno. E, no calor que estava hoje em São Paulo, imagino que o melhor amigo das modelos tenha sido o ar condicionado. Como bem disse uma grande professora minha, a Osklen está muito voltada para o mercado internacional. Desculpem amores, mas frio assim ainda não tem no Brasil…pelo menos não com direito a lã de alpaca!

Ronaldo Fraga – mais uma coleção brilhante e com uma surpresa no final, a ciranda de modelos, que portavam tranças e-nor-mes, de dois metros de comprimento, ora enroladas, ora nas mãos. As formas amplas ganharam ainda mais fluidez depois dessa dança bem montada, que abriu os “trabalhos” no parque Villa Lobos, já que o desfile da Osklen foi realizado fora do parque, em uma galeria no bairro dos Jardins.

Têca por Helô Rocha – gratíssima surpresa a coleção de Helô Rocha! Tudo muito suave, feminino, lindo! Gostaria de ter pelo menos 70% dos figurinos desfilados dentro do meu guarda-roupa, e acredito não ser a única!

FH por Fause Haten – precisa mesmo falar desse cara? Esse cara que faz roupas simplesmente fabulosas e ainda se dá ao luxo de cantar no próprio desfile? Um arraso! (antes que alguém abra a boca para falar “ah, tá vendo, nada que se desfila no SPFW dá para usar na rua, atenção: estamos falando aqui de, como o outro diz, “despirocamento da arte”. O negócio aqui é pirar na batatinha mesmo, e Fause Haten cria o seu universo de maneira sublime)

Tufi Duek – também peguei só o finalzinho do desfile da grife de Eduardo Pombal, mas continuo achando a mesma coisa: isso que é roupa para mulheres finas e fatais! Ainda mais no desfile de hoje, repleto de peças pretas, justas…um clima que para alguns pareceu sombrio me fez lembrar aquele sorriso misterioso, faceiro mesmo, que só nós mulheres sabemos dar. O clássico Os Pássaros, do gênio  Alfred Hitchcock, foi a inspiração. Sentiu o suspense no ar?

Triton – a palavra de ordem aqui é “continuidade”. A grife manteve a mesma base que a inspirou no desfile de verão 2013. Sportswear fino, com peças amplas e utilitárias, daquelas com bolsos e zíperes por todos os lados.

Ellus – performática, a grife colocou um verdadeiro exército de modelos na passarela demarcando o caminho dos outros que iriam desfilar. As peças são descomplicadas, mas nem por isso pouco luxuosas. A cartela foi escura, de cinzas e azuis, com toques amarelo solares para animar a plateia.

E agora bora dormir que amanhã tem muito mais! 🙂