Crônica fashion: biblioteca, hemeroteca, ‘revistoteca’

Domingo, além de ser dia de Crônica Fashion, é dia de…de…faxina, claro! É aquele único dia em que a gente para em casa, olha ao redor e percebe que está dormindo no olho do furacão, tamanha a bagunça que se instalou no seu quarto. Ou seja, é hora de colocar aquela roupa confortável, prender o cabelo em um rabo de cavalo alto e colocar as mãos a obra!

E se tem uma coisa que eu não consigo ver desorganizada por muito tempo é a minha biblioteca. Ou melhor, meu projeto de biblioteca, que consiste em algumas prateleiras dentro do meu quarto mesmo. Tenho uma história com cada livro guardado aqui e, sério, não consigo me desapegar. Quando estava na primeira série do ensino fundamental, cada aluno ganhou um livro. O meu se chamava A menina da garrafa verde. Ou melhor, ainda se chama pois ele continua em exibição na minha prateleira. E em perfeito estado, viu?

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‘A menina da garrafa verde’, um dos meus primeiros livros, com uma parte da biblioteca e a minha coleção de Elle’s, abaixo

Só que como se não bastasse eu ser a louca dos livros (principalmente dos livros de moda), também sou a louca das revistas. Assino cinco revistas, mas compro MUITAS outras ao longo do mês. E também tenho sérios problemas para me desapegar delas também. Principalmente das gringas. Ah, fala sério né: pagar R$ 30 em uma revista para jogar fora? Ou guardar de qualquer jeito? Ou recortar?!

Não que eu nunca tenha recortado uma revista. Aliás, já recortei várias, pois considerando a quantidade de revistas que eu consumo mensalmente, já teria ocupado minha casa inteira com elas há pelo menos dois anos atrás. Para evitar que isso aconteça, mantenho uma pequena hemeroteca, uma coleção de notícias de jornais e revistas recortadas guardadas em pastas. Sabe quando a gente é adolescente e “faz pasta” do artista que a gente gosta? Pois é, é isso, só que como se eu fosse muito fã da moda.

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Minhas pastas de notícias exibindo algumas musas: Audrey Hepburn, Kate Middleton e Regina Guerreiro

Agora, com tudo organizado e no lugar, posso descansar com a certeza de que, quando me der um branco de ideias para escrever aqui ou no trabalho, posso recorrer aos meus arquivos! E isso me faz mais feliz do que um sapato novo, com toda a certeza!

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Não reparem nas tomadas e nos fios bizarros; o importante é a coleção de livros de moda – e mais Elle’s! – arrumadinha 🙂

 

Cropped top, o polêmico

Não deixe o blog morreeer, não deixe o blog acabaaar…

Ok, vamos lá ao resgate dos posts por aqui, e que tal falarmos do cropped top? Quem diria que esta blusinha ia vingar não é, mesmo? Pois vingou em todos os lugares, das lojas de departamento ao red carpet.

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Katy Perry e Selena Gomez investiram na tendência

Como tudo na moda, o cropped top não é novidade, e sim uma releitura da miniblusa, que ficou famosa no final da década de 1960 por causa do seriado Jeannie é um Gênio (amo!). Gwen Stefani se tornaria outra fã da blusica anos depois, combinando-a com biquínis e macacões.

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Seu desejo é entrar na moda? Tã-ram, tã tã tã-ram tã tã-ram..!

E por quê um pedacinho tão pequeno de pano gerou tanta discórdia? Pois bem: mostrar a barriga se tornou inaceitável depois dos anos 1990, e nessa década isso incluia mostrar o umbigo, tivesse ele piercing ou não. Pois bem, o cropped top mostra a barriga sem mostrar o umbigo, já que é devidamente combinado com peças de cintura alta. O alto do estômago se tornou a nova área sexy do corpo…

Quer entrar nesta onda? Inspire-se nas famosas abaixo. Acha esquisito, estranho e/ou ridículo? Vá com calma: o cropped top promete seguir firme e forte até, pelo menos, o verão 2014.

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Thaila “Diva” Ayala fez um conjuntinho

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Sabrina Sato elegantérrima no duo preto e branco

 

SPFW: traga as tendências da passarela para o seu guarda-roupa

Passado o São Paulo Fashion Week (SPFW), nós nos perguntamos: e agora? O que fazer com todas as tendências apresentadas na passarela? E, mais importante, como usá-las no nosso dia a dia sem exagerar? Especialistas dão as dicas para não errar na próxima estação, confira!

Transparências, vazados e renda: as tendências que vieram fortes no verão continuarão em alta no inverno. “Para usar a transparência na medida certa basta ficar atenta as ocasiões. Por exemplo, no trabalho, camisa com regata por baixo vai bem, lembrando que no ambiente de trabalho o comprimento deve ser avaliado para não ficar vulgar”, orienta Priscila Marx, professora de estilo da Escola de Moda Sigbol Fashion.

Destaque do SPFW: Alexandre Herchcovitch – várias camadas de renda dispensam o forro do vestido

Cintura marcada: definir a cintura cai bem em quase todos os corpos, pois cria uma proporção harmoniosa. “Para silhueta retângulo, por exemplo, cria a cintura que a mulher não tem; já a silhueta ampulheta harmoniza a proporção do seu corpo usando um cinto largo; a plus size oval pode apostar na cintura marcada para disfarçar a região da barriga e alongar a silhueta”, indica Priscila.

Destaque do SPFW: Maria Bonita – cintura no lugar para realçar feminilidade

Mistura de tecidos: durante o verão, reinaram as misturas de estampas. Na próxima estação, o que vai bombar é a mistura de matérias-primas. “Isso tem bastante a ver com a nossa realidade de inverno, já que o calor continua. É uma adaptação: temos as peles e lãs, mas ao mesmo tempo temos também jeans e organza”, resume Marcio Banfi, professor do curso de Moda da Faculdade Santa Marcelina e editor da revista Gloss. Experimente usar uma blusa de tecido leve com uma saia de tecido mais pesado.

Destaque do SPFW: Cavalera – mix harmonioso

Camisa de seda: mais uma peça que vem tendo destaque desde a estação passada e continua com força no inverno. “A camisa de seda é uma peça que combina com qualquer tipo de corpo, em diversas situações”, conta Suzy Okamoto, professora da Universidade Anhembi Morumbi.

Destaque do SPFW: Animale – camisa sofisticada em look despojado

Inverno dourado e colorido: além do preto, coringa da estação (e talvez de todo o ano), o inverno terá outros tons, e nem todos escuros. Virão os caramelos (marrons claros), amarelo mostarda e vermelho intenso.“São cores fortes, levemente fechadas, mas não são cores sombrias, tristes”, define Banfi. Mas tenha cuidado na hora de escolher um amarelo para chamar de seu. “O amarelo é uma cor que fica bem evidente, portanto é preciso escolher o tom que não te deixe pálido”, diz Suzy.

Outra cor que teve destaque foi o dourado, que veio de várias formas, não só nas roupas, mas nos acessórios. Para não errar: “abuse dos acessórios, ou use uma peça dourada com cores neutras, assim não a perigo de errar ou exagerar. O mesmo vale para o couro, que também estará em alta no inverno”, ensina Priscila.

Destaque do SPFW: Jefferson Kulig – dourado iluminando o look em pequenos detalhes

Gostaram? Queria mais SPFW…rs